Como parece até maravilhoso, estávamos no meio do salão num típico fim de festa de domingo. Dançávamos abraçados, mas o detalhe é que nunca havíamos nos beijado; estávamos naquele incrível chove e não molha há exatos dois meses. O mais engraçado de adiar o prazer é isso, evitar ao máximo pra quando acontecer ser inevitavelmente fulminante. Nem nos olhávamos nos olhos, eu estava abraçada com ele e como ele é muito maior do que eu, ficava apenas sentido sua colônia estando entrelaçada com meus braços ao dele.
Até que sem notar, senti minha mão ser puxada para trás por um homem louro cabeludo de mais ou menos um metro e meio de altura, eu também sou alta e olhei o homenzinho literalmente de cima pra baixo. Parecia estranho mais eu me deixei levar, ele me puxou para baixo e tirou um frasquinho amarelo de esmalte do bolso. Tinha uma expressão bastante tranquila e ao abrir o frasco percebi que não tinha cheiro de esmalte e sim um cheiro putrefaço de carne mal passada.
Ele molhou bem o pincel e foi passando no meu dedo mindinho que inicialmente ganhou um tom vermelho sangue, depois foi ficando preto até ralear e ficar transparente. O mais interessante é que nem eu e nem o meu parceiro de dança estávamos preocupados, nos deixamos levar pela situação. Quando o homenzinho terminou sua tarefa ele finalmente me encarou nos olhos, me senti profundamente incomodada até que começamos a nos encarar e a nos levantarmos juntos, eu puxei a minha mão e senti ao mesmo tempo uma tontura seguida de falta de ar, meu parceiro se assustou e perguntou se estava tudo bem e nos demos conta que o homenzinho se fora.
Meu companheiro continuou me encarando esperando outra reação, mas eu não me sentia incomodada com a situação que havia acontecido, só senti uma enorme vontade de beija-lo e foi o que aconteceu. O mais interessante é que eu não conseguia o sentir; eu apenas sentia a minha saliva, os meus movimentos pré-moldados com a língua dentro da sua boca, sentia a minha respiração, as minhas mesmas unhas que haviam sido pintadas pelo sangue azedo arranhando suas costas por baixo da camisa, mas eu não o sentia ao meu corpo.
Comecei a ficar triste, comecei a chorar porque não sentia mais o cheiro da sua colônia, eu só sabia sentir aquele mau cheiro de sangue podre pelo ar. Ao me dar conta de que não estava mais na presença do meu bem e de que estavam todos que restavam da festa no meio do salão, mas concentrados de uma maneira que não me deixavam ver o que eles viam. Até que percebi a presença do homenzinho louro ao meu lado me pedindo para dar a mão à ele. Foi o que fiz, ele me acompanhou até uma grande escada que eu não havia percebido durante toda a festa, subimos a escada sem hesitar e foi quando percebi que tudo da minha vida havia ficado para trás.
Até que sem notar, senti minha mão ser puxada para trás por um homem louro cabeludo de mais ou menos um metro e meio de altura, eu também sou alta e olhei o homenzinho literalmente de cima pra baixo. Parecia estranho mais eu me deixei levar, ele me puxou para baixo e tirou um frasquinho amarelo de esmalte do bolso. Tinha uma expressão bastante tranquila e ao abrir o frasco percebi que não tinha cheiro de esmalte e sim um cheiro putrefaço de carne mal passada.
Ele molhou bem o pincel e foi passando no meu dedo mindinho que inicialmente ganhou um tom vermelho sangue, depois foi ficando preto até ralear e ficar transparente. O mais interessante é que nem eu e nem o meu parceiro de dança estávamos preocupados, nos deixamos levar pela situação. Quando o homenzinho terminou sua tarefa ele finalmente me encarou nos olhos, me senti profundamente incomodada até que começamos a nos encarar e a nos levantarmos juntos, eu puxei a minha mão e senti ao mesmo tempo uma tontura seguida de falta de ar, meu parceiro se assustou e perguntou se estava tudo bem e nos demos conta que o homenzinho se fora.
Meu companheiro continuou me encarando esperando outra reação, mas eu não me sentia incomodada com a situação que havia acontecido, só senti uma enorme vontade de beija-lo e foi o que aconteceu. O mais interessante é que eu não conseguia o sentir; eu apenas sentia a minha saliva, os meus movimentos pré-moldados com a língua dentro da sua boca, sentia a minha respiração, as minhas mesmas unhas que haviam sido pintadas pelo sangue azedo arranhando suas costas por baixo da camisa, mas eu não o sentia ao meu corpo.
Comecei a ficar triste, comecei a chorar porque não sentia mais o cheiro da sua colônia, eu só sabia sentir aquele mau cheiro de sangue podre pelo ar. Ao me dar conta de que não estava mais na presença do meu bem e de que estavam todos que restavam da festa no meio do salão, mas concentrados de uma maneira que não me deixavam ver o que eles viam. Até que percebi a presença do homenzinho louro ao meu lado me pedindo para dar a mão à ele. Foi o que fiz, ele me acompanhou até uma grande escada que eu não havia percebido durante toda a festa, subimos a escada sem hesitar e foi quando percebi que tudo da minha vida havia ficado para trás.
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